
Começamos, então a fazer a fila, da qual eu também participava, juntamente com outras crianças, os adolescentes e adultos da comunidade e alguns convidados. Não sei se por pura empolgação, ou por mero desconhecimento dos riscos reais da brincadeira, cada pessoa que saía para "quebrar" o pote era acompanhada por uma multidão, ao seu redor.
O risco tornava-se maior, devido ao fato dessa pessoa sair armada com um "porrete" de "caibro", medindo aproximadamente 1,0 metro por uns 8 a 10 cm de diâmetro, com os olhos firmemente vendados, com um pano escuro, à noite. E, como a espessura da parede do pote chegava a mais de 1,0 cm, era necessário imprimir uma força e um impulso consideráveis, para poder quebrá-lo.
Como vários candidatos não acertaram o pote ou não imprimiram força suficiente para conseguir parti-lo (era só uma tentativa), os adultos começaram a participar da brincadeira, sempre acompanhados por muitas crianças a cercá-los, por todos os lados. Quando o pote era quebrado todos corriam atrás do gato para retirar o dinheiro do pescoço do gato. Foi um tempo bom que não volta mais e eu sinto muita saudade. há 43 anos atrás.
Mande também sua história, de que você sente saudade.
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