quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

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É somente um desabafo! 

Tania Pinheiro


Oi meus queridos,

Desde que me conheço por gente, sinto incrível dificuldade para entender os provérbios e ditos populares. Confesso que alguns, até me provocam certa ira, outros desconforto e outros ainda, perplexidade!
Senão, vejamos:
“Água mole em pedra dura, tanto bate até que fura!”.
Fura, ou acaba a água?
“Não importa a vitória, o importante é competir!”.
Tá bom, conta outra. Quem entra numa competição sem sonhar em ser o melhor?
“O pior cego é o que não quer ver...”.
Além de injusta e desumana a citação é um tanto burra! O pior cego é o que não tem bengala branca, nem cão guia.
“Ser mãe é padecer no paraíso!”.
Quem disse isso, só pode ter sido um homem. Que Mané paraíso!!!
Levar um filho na barriga por nove meses, depois sentir as dores das contrações (e às vezes, as do parto), dar de mama, lavar cocô... E aí, quando as preguinhas crescem, dobra o trabalho, a preocupação, os cuidados e gastos, até um dia em que, a criatura encontra “a sua metade” e você se torna a SOGRA, ou seja: o CÃO!
Paraíso... paraíso o caramba!
Mas, o pior pra mim nesse momento, é quando escuto:
“Fulano está na melhor idade!”.
O fulano em questão passou dos 60!
As vantagens? Bom... Não paga mais ônibus (quando o motorista para e ele consegue embarcar), não pega mais fila no banco (e aí, a família, os amigos e até a empregada lhe enchem de boletos, carnês, contas de luz, água...), também tem preferencia no atendimento em vários locais (quando é percebido).
As diversões são inúmeras: Jogar dama com os amigos na praça, ir ao baile da saudade, fazer ginástica às 6:00h da manhã com as “coleguinhas”, quando os dentes permitem (sic!) acompanhar os netos a churrascaria no almoço de domingo, receber a aposentadoria, lembrar-se dos tempos produtivos... Orar e pedir a Deus que nos livre das fraldas geriátricas, do Parkinson e do Alzheimer!
Melhor idade...
Terça-feira, me torno uma sexagenária. Por mais que eu quisesse brincar com as palavras, não é nada sexy fazer 60 anos! A Vera Fischer e suas muitas plásticas que me perdoe (ela faz 60 anos no mesmo dia que eu!), porém, nada muda essa realidade angustiante: A velhice chegou. Somos sexagenárias!
Minha sorte é não ser avó, pois eu afogava os monstrinhos ou deseducava, ensinando a dar língua, “dedo feio”, dizer palavrão, comer doce antes do almoço... coisas de velho... Sexagenária, melhor idade (risos).
Mil beijos,
Tania Pinheiro.

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